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Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, Brazil

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

QUESTIONE...

O desrespeito ao cidadão é notório, principalmente em áreas de segurança e saúde. Administradores FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL, que deveriam ser preparados para proporcionar aos cidadãos o que é de direito, emperram todo o andamento da máquina administrativa. Alguns, propositalmente são "movidos a propinas", outros, realmente despreparados, apenas estão preenchendo vagas por apadrinhamento político. Em prefeituras do interior dos estados, o fato é vergonhosamente visível: qualidade da mão de obra, é fator secundário; priorizar o somatório de votos que o candidato a vaga arrasta, garantindo uma próxima eleição, é o que interessa. FAZER VALER OS NOSSOS DIREITOS É DEVER DE TODO CIDADÃO. QUESTIONE!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PORTUGAL.. a "Santa Terrinha"

Estação do Rossio

Junho de 1985. Em um "charter", vindo da Inglaterra, aterrissei no aeroporto de Faro-Algarve Portugal. Ao passar pelo setor de fiscalização, o agente da "aduana" (alfândega), saudou-me com um sorriso muito simpático.  _Seja bem-vinda, minha irmãzinha brasileira; sinta-se em casa, disse ele! Assente-se ali(apontando uma poltrona) _ logo lhe oferecerei uma bica(cafezinho). Tão logo terminou a sua tarefa, indicou-me uma pensão(pequeno hotel) de sua confiança. Não tardou um taxi estava a minha disposição. O motorista aproximou-se  e além de ser informado do endereço, foi recomendado a cuidar bem de mim, pois, eu era brasileirinha. Seguimos viagem, logo chegamos ao destino. Abri a bolsa para pagar a corrida, fui informada que já estava pago. Despedí-me, subi uma pequena rampa e adentrei a sala de recepção. Uma senhora bem apessoada, estava a minha espera. Instalou-me em meu aposento, batemos um "papinho"e retirou-se. Desfiz a bagagem, arrumei os meus pertences nos devidos lugares e me preparei para dormir. Dia seguinte, acordei cedo e fui caminhar pela cidade. Estava ansiosa por fotografar e, principalmente, encontrar pessoas para conversar. Nessa andança, um papinho aqui  e outro acolá, conquistei muitos amigos. Ao escurecer, voltei para o meu aposento e comecei a esboçar o próximo "tour". Não tardei por definir - optei por Lisboa. O porquê da escolha? Por entender que visitar um país e não conhecer a sua capital, é o mesmo que "ir a Roma e não conhecer o "Papa". Descansei da caminhada, adormeci. O relógio despertou, corri a me organizar para tomar o próximo autocarro - FARO/LISBOA. Chegando ao destino, com hospedagem já contratada, dirigé-me ao local e lá deixei parte de meus pertences. Dia lindo,ensolarado, de imediato sai a caminhar pelo centro da "bela Lisboa" Ora fotografava a beleza da arquitetura  portuguesa, ora fazia uma pausa em suas praças lindíssimas com jardins exuberantes. Entre uma pausa e outra, caminhava no mesmo rítmo, atravessando ruas, dobrando essquinas... De repente, deparo com a estação do Rossio, embarco em um Comboio(trem) e sigo para Estoril. Minha vizinha de assento _ uma senhorinha muito  simpática _ conversamos toda a viagem. Eu falava da satisfação de ter a oportunidade de conhecer o seu país, do carinho recebido de seus patrícios; ela enaltecia o Jorge Amado. Dizia conhecer bem o Brasil, principalmente, a Bahia, pela forma que o autor descrevia em seus livros. Falou, também, do sonho em conhecê-lo pessoalmente.chegando a Estoril, conversamos só mais um pouco, o tempo suficiente para informar-me que viajaria para o Brasil uma semana depois da data de meu embarque de volta para casa. Marcamos um próximo encontro em Faro e nos despedimos. Véspera do embarque, conforme combinado, lá estávamos nós em uma taberna, reunidos com mais alguns amigos cionquistados em Faro; foi um encontro inesquecível! Risos, lágrimas de alegria e tristeza... Rolou até discurso! Foi um "rasga seda" total! Terminada a confraternização nos despedimos e tomamos destinos diferentes. Dia seguinte retornei a minha casa. Dez dias sem notícias da "Rosinha" (esse é o nome da minha amiga), tomei conhecimento que ela voltou para casa no mesmo dia que chegou ao Brasil. Intrigada, busquei informação com alguns dos amigos que participaram do encontro na taberna, mas nada ficou esclarecido. Tentei novos contatos, várias vezes, sem retorno. Desisti, difinitivamente, continuar a busca. Quando eu não esperava, recebí uma cartinha que assim dizia:

Perdoa-me pela omissão, amiga! Fiquei tão traumatizada que não quis lhe falar. O tão esperado sonho não aconteceu; deu lugar a um tremendo pesadelo que não me deixa despertar para a realidade. Infelizmente, não são todos que tem o direito a sonhar e realizar. Você que veio a Portugal por um acaso foi cercado de carinho; todas as portar abriram-se para recebê-la. Eu que pensava dia e noite em realizar o sonho de ficar frente a frente com o meu ídolo, tão logo desembarquei, fui assaltada. Levaram a minha bolsa com tudo! Sem o passaporte, retornei para o meu país, tão carinhosamente bem definido por você: "PORTUGAL a Santa Terrinha"! Aguardo notícias suas. Um forte abraço,

"Rosinha"










Estação do Rossio